24 de julho de 2017

Uma culpa para levar para o túmulo

O tempo aqui continua frio, as temperaturas estão variando de 19, 20, 21... graus, e isso pra mim é muito frio. Enquanto alguns seres humanos sobrevivem com temperaturas negativas, que é o caso das pessoas da região sul, eu aqui no nordeste não consigo me imaginar viva em local assim.

Sábado (22/07) recebi uma visita inesperada, que me causou até um acelerar dos batimentos cardíacos, só faltei mesmo gritar, mas consegui me controlar. Estava eu indo à cozinha pegar algo para comer, peguei uma tangerina e fui lavar, nisso eu ouvi a Galega (minha gata senhorinha que vive no quintal com os cachorros por motivo de não se unir com os demais) bater na porta, imaginei ser algum sapo ou rã, e mesmo morrendo de medo de ambos eu sempre gosto de saber com o que os bichos estão mexendo. Abri uma leve brecha na porta e não vi nada, nisso quando eu fechei eu ouvi o barulho de algo se movendo. Logo imaginei ser um rato, mas não era, era uma cobra e estava próxima do fogão. 

Era uma cobra preta com um leve brilho e a barriga branca, nunca tinha visto algo parecido, o máximo que cheguei a ver foi uma cobra verde. Meu marido estava no trabalho ainda, então fui correr para pedir ajuda ao vizinho, e nessa correria e tremeliques eu não me lembrei de pesquisar a respeito dessa espécie de cobra. Eu estava nervosa, preocupada com meus bichos, pois um animal peçonhento poderia causar um grande estrago. O vizinho acabou matando a cobra.

Era uma Cobra Muçurana, ou cobra do bem, ela não é venenosa e se alimenta de outras cobras, inclusive a cascavel.

Disso tudo tiro a lição de que a ignorância nos faz agir de modo automático, e acabamos fazendo algo muito cruel sem pensar.

11 de julho de 2017

Minha primeira maratona literária

Nunca tinha participado de uma maratona literária, e eis que a Senhorita Vane me falou ontem sobre a MLI ou Maratona Literária de Inverno 2017, organizada pelo Victor Almeida., que acontecerá do dia 16 a 30 de Julho, sendo que no dia 15 terá um esquenta de 12 horas a partir das 16horas. Quando fui pesquisar e vi o vídeo de apresentação eu vi que precisava participar, será um incentivo e tanto para as minhas leituras, tirar o desconto do início do ano que foi bem parado, e será também uma ótima oportunidade para desencalhar alguns livros da estante.

A maratona é composta de 3 níveis (Fácil, Intermediário, Hardcore)  no link do vídeo de apresentação tem tudo mais explicadinho. Como sou doida eu bem que pensei em cair de cabeça logo no terceiro nível, mas respirei fundo, tomei um chá de realidade e vi que não da né linda, vamos começar devagar.  Para fim de conversa digo que me inscrevi no nível intermediário, porque sou dessas que ficam encima do muro kkkk

Inscrição feita e veio a pior parte: a escolha dos livros. Depois de muito pensar e muito escolher eis que serão esses os meus companheiros de Maratona e espero ler todos eles ~ a intenção é essa :)


1 - Um livro com a capa azul 
 As estranhas e belas mágoas de ava lovender ;
2 - Um livro com menos de 200 páginas
3 - Um livro que você comprou pela capa
 O sobrinho do mago 1º livro desse vol. único de As Crônicas de Nárnia;
4 - Ler um livro escrito por uma mulher 
5 - Ler um livro sem saber a sinopse ou do que se trata
 A linguagem das flores
6 - Ler um livro nacional
 Arrabal e a Noiva do Capitão

E que comecem os jogos / as leituras \õ 




9 de julho de 2017

Sexta - Domingo

Sexta começou bem, minha mãe veio me visitar e quando ela vem sempre temos que fazer alguma comidinha diferente (ou não). Passamos no supermercado, compramos coisas que ela precisava levar para casa e eu fui com a minha listinha de cinco itens e acabei trazendo muito mais do que devia. É sempre assim. Da última vez que fui a casa dela eu pedi pra ela ir ao supermercado comprar uma massa pronta de bolo de chocolate, do mais barato que tivesse, só para testar a receita de bolo com água com gás. Resultado: ela trouxe uma massa de brownie, massa essa que ela guardou, pois tínhamos desistido da receita, e trouxe para fazermos aqui. Eu um pouco relutante em preparar a receita, pois usava ovo e manteiga, e eu estou tentando cortar certos produtos de origem animal, mesmo assim fizemos e ficou uma delícia. Quero agora fazer a receita de brownie de batata doce:)

Mamãe (sim, eu a chamo assim) trouxe consigo um modelo antigo de celular Nokia que meu padrasto ganhou, mas não estava conseguindo colocar e cadastrar o chip. Nesse meio tempo a nora dele comprou um celular novo e esse ficou de lado. Resultado: coloquei o chip, cadastrei e fiquei com o celular para mim. Está sendo muito bom ficar sem Whatsapp e é tão nostálgico lembrar que antes conversávamos por SMS. Estou muito feliz com essa nova aquisição. Ele veio com fones de ouvido o que me permiti agora fazer os afazeres ouvindo uma rádio qualquer.

Sábado - Mamãe foi embora e deixou comigo a saudade. 

Domingo - Meus planos para hoje serão além dos afazeres diários:
  • Separar os livros para doação - alguns já têm destino certo, preciso separar para próxima semana entregar sem falta.
  • Dar um jeito na papelada que está entulhando minha estante de livros


6 de julho de 2017

Uma companhia nesse inverno

Não me lembro de ter sentido o inverno por aqui alguma vez, acredito que nunca passou de um leve vento gélido e umas poucas gotas de chuva. Esse ano está sendo diferente, meu guarda-roupa já mofou três vezes (eu limpo com vinagre, água sanitária..., mas o detestável mofo reaparece) e até o lado da minha geladeira mofou.  Sem contar que meu cachorro Brown está pior que pano de chão, e não é por falta de cuidado, mas sim por conta das chuvas. Todos os dias chove, fica frio e eu nunca que iria torturar meu cachorro com um banho nesse frio (ele não deixa usar o secador nele ¬¬) eu mesma não sei de onde estou tirando coragem para tomar banho gelado todos os dias.

Bom, tirando todos esses imprevistos de mofo e cachorro sujo, eu aproveitei para retornar para as minhas leituras. Por diferentes motivos acabei me afastando dos livros, mas agora decidi que preciso libertar os livros que estão na estante a anos esperando para serem manuseados.


O Palácio de Inverno é um desses livros (coitado), que por sinal eu gostei muito da leitura e terminei em menos de uma semana. A história se passa na época do Czar Nicolau II, onde um jovem consegue de modo impulsivo salvar a vida de nada menos que o próprio irmão do czar. Esse ato de bravura foi capaz de mudar drasticamente a vida de Geórgui que vivia com sua família em um povoado de nome Cáchin e agora viveria ao lado da família Romanov.

O autor do livro é o Sr. John Boyne, autor de O menino do pijama listrado (um dos meus filmes preferidos) e é fantástico o jeito como ele consegue criar uma história fictícia, mas que aborda fatos que aconteceram realmente. Para mim foi muito boa à experiência, é o primeiro livro que leio do autor, ao ponto que consegui absorver conteúdos de uma história que eu em minha humilde ignorância não conhecia, que era a história dos Romanovs.

Espero poder ter a oportunidade de ler mais obras do autor, pois tenho certeza que serão ótimas companhias, e me tirarão de alguma ignorância histórica.

3 de julho de 2017

Filme de domingo - Okja (2017)

Fonte

Ontem (domingo) assisti a esse filme, Okja, e que filme. Ele retrata a amizade entre Mikja e Okja, um superporco geneticamente modificado. De início achei que seria alguns minutos jogados fora com um filme qualquer, mas acabei me surpreendendo. O filme é uma crítica clara a indústria alimentícia, em especial a indústria da carne.  Tiveram personagens excêntricos que não me agradaram, pelo contrário, até me incomodava quando esses surgiam nas cenas.  Apesar de retratar uma linda amizade, é um pouco controverso, pois mostra uma Mikja preocupada com o fim de Okja, mas que não se importa em comer o seu ensopado de frango. Porém essa é a dura realidade do mundo em que vivemos você sofre com a ideia de matarem seu cachorro ou seu gato, mas não se importa com a morte de outros animais. A cena em que mostra o ativista radical também me incomodou, mas volto a dizer que é o que acontece hoje em dia, pessoas que não sabem se conter. Não podemos radicalizar, deve-se ter equilíbrio em tudo.

No mais foi um filme maravilhoso, que inclusive me fez chorar muito, e até o meu marido que não é de se emocionar acabou terminando de assistir o filme com a voz embargada e disse: poxa, que filme forte.